Quanto Custa Carregar um Carro Elétrico em 2026? Veja os Custos Reais e se Ainda Vale a Pena?

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Os carros elétricos deixaram de ser uma novidade no Brasil. Modelos como BYD Dolphin Mini, BYD Dolphin, Geely EX2 e GWM Haval H6 aparecem entre os veículos mais vendidos do país, despertando uma dúvida cada vez mais comum entre os motoristas:

Afinal, quanto custa carregar um carro elétrico?

Será que a economia realmente compensa quando comparada aos veículos a gasolina ou etanol?

Neste artigo, vamos mostrar quanto custa uma recarga completa, comparar os gastos com carros a combustão e explicar os fatores que influenciam o custo de utilização de um veículo elétrico.


Como calcular o custo da recarga?

O cálculo é bastante simples.

Basta multiplicar:

Capacidade da bateria (kWh) × valor do kWh cobrado pela concessionária de energia.

Exemplo:

  • Bateria: 45 kWh
  • Energia: R$ 0,90 por kWh

45 × 0,90 = R$ 40,50

Esse seria o custo aproximado para uma carga completa em casa, podendo variar conforme a tarifa da sua região.


Quanto custa carregar alguns dos elétricos mais vendidos?

ModeloBateriaCusto aproximado da carga*
BYD Dolphin Mini38 kWhR$ 34,20
BYD Dolphin44,9 kWhR$ 40,40
Geely EX2cerca de 50 kWhR$ 45,00
GWM Haval H6 PHEV**varia conforme a bateriadepende da versão

* Considerando energia residencial próxima de R$ 0,90/kWh. Os valores podem variar conforme a concessionária e a região.


Quanto custa rodar 100 km?

Vamos imaginar dois veículos.

Carro elétrico

Consumo médio:

15 kWh a cada 100 km.

Energia:

R$ 0,90/kWh.

Resultado:

Aproximadamente R$ 13,50 para rodar 100 km.


Carro a gasolina

Consumo:

12 km/l.

Gasolina:

R$ 7,00/l.

Resultado:

Cerca de R$ 58,00 para rodar 100 km.

A diferença é significativa, principalmente para quem utiliza o veículo diariamente.


Carregar em casa ou em eletropostos?

Na maioria dos casos, carregar em casa continua sendo a opção mais econômica.

Já os carregadores públicos oferecem praticidade e rapidez, porém costumam cobrar valores mais altos por kWh, sendo mais indicados para viagens ou situações de emergência.


E o custo do carregador residencial?

Quem pretende carregar o veículo diariamente normalmente opta por instalar um carregador do tipo Wallbox.

Em média, o investimento varia entre R$ 4.000 e R$ 8.000, considerando equipamento e instalação, dependendo das condições da residência e da potência escolhida.


Os carros elétricos realmente são mais baratos de manter?

Além da economia com combustível, os veículos elétricos possuem menos componentes sujeitos ao desgaste.

Entre os itens que normalmente exigem menos manutenção estão:

  • óleo do motor (não existe);
  • filtros de óleo;
  • velas de ignição;
  • correias;
  • escapamento;
  • embreagem (na maioria dos modelos).

Por outro lado, continuam exigindo cuidados com:

  • pneus;
  • suspensão;
  • freios;
  • sistema de arrefecimento da bateria, quando aplicável.

Nossa opinião de oficina

Na prática, o custo para carregar um carro elétrico realmente costuma ser inferior ao gasto com gasolina ou etanol, principalmente para quem consegue fazer a recarga em casa durante a noite.

No entanto, o custo por quilômetro não deve ser o único fator considerado na hora da compra.

Preço do veículo, seguro, disponibilidade de assistência técnica, infraestrutura de recarga e valor de revenda também fazem parte da conta.

Os elétricos evoluíram muito nos últimos anos e já representam uma alternativa interessante para muitos motoristas, mas ainda é importante avaliar se esse tipo de veículo atende ao seu perfil de uso.


💡 Dica da Nissi EletricMec

Se você está pensando em comprar um carro elétrico, faça as contas considerando o custo total de propriedade. Não avalie apenas o valor da recarga. Inclua seguro, instalação do carregador residencial, revisões, pneus e depreciação. Em muitos casos, a economia com combustível compensa rapidamente, mas a decisão deve considerar todos os custos envolvidos.


Conclusão

Carregar um carro elétrico em casa continua sendo uma alternativa bastante econômica quando comparada ao abastecimento de um veículo a combustão.

Embora o investimento inicial ainda seja maior em muitos casos, o custo por quilômetro rodado tende a ser significativamente menor, especialmente para quem percorre muitos quilômetros por mês e pode realizar a maior parte das recargas em casa.

Com a expansão da infraestrutura de carregamento e o aumento da oferta de modelos no Brasil, a tendência é que os veículos elétricos ganhem cada vez mais espaço nos próximos anos.

E você, teria um carro elétrico ou ainda prefere um modelo a gasolina, etanol ou híbrido? Deixe sua opinião nos comentários!